cali (renato caliari)
facilitador de práticas narrativas
para indivíduos, atendimento terapêutico que parte da sua história. sem patologização.
para grupos e times, consultoria que parte do seu contexto. sem propostas genéricas.
sobre
estou em formação em terapia narrativa (2026). ao atender pessoas, busco navegar o mundo através de uma escuta curiosa. um esforço intencional para compreender o outro e encontrar histórias que foram silenciadas ou marginalizadas. acredito que identidades são múltiplas, fluidas, e que podemos escolher quais narrativas fortalecer.
não sou psicólogo, por escolha. não simpatizo com a leitura clínico-patologizante que localiza problemas dentro de pessoas. apoio no processo de externalização do problema, investigação de contexto, e co-autoria de alternativas — ajudando pessoas a fortalecerem histórias e gestos alinhados com seus próprios valores.
como qualquer profissional, não sou neutro. assumo meu viés com transparência quando necessário, usando uma régua pragmática: isso está promovendo uma vida com menos sofrimento para si e para os outros? estamos conseguindo questionar normas dominantes?
por mais que eu utilize formações e cursos como referência de credibilidade na seção de formação abaixo, isso diz pouco. me interesso e pratico muito mais assuntos. continuo aprendendo, questionando e adaptando meu conhecimento e práticas continuamente.
filosofia
não acredito em verdades universais, valores absolutos ou propósito de vida único. identidades são múltiplas e contextuais.
não simpatizo com autoritarismo, políticas dominadoras ou punição retributiva. me alinho com práticas de justiça preventiva e restaurativa, pluralidade, diversidade e convite em vez de coação.
prefiro perguntas a respostas, observações a avaliações, confirmação a suposições.
formação contextual
- formação em andamento (2026) com certificação internacional em terapia narrativa pelo reciclando mentes em parceria com dulwich centre (austrália)
- aprofundamento de estudos e práticas de participatory narrative inquiry — cynthia kurtz (2025)
- treinamento em advanced listening session com indi young (2018)
- certified positive discipline parent educator (2015)
- a experiência do diálogo (2014) — curso presencial em grupo. influências principais de David Bohm e Krishnamurti. formas de conversação, fundamentos e práticas do diálogo. metodologia dialógica, prático-teórica, sócio-construtivista.
- estudo e prática de comunicação não-violenta em grupo por alguns meses com facilitadores certificados (2012)
experiência
comecei em 1998 com desenvolvimento de software e ao longo dos anos passei por gestão de produtos digitais, gestão da área de rh, professor sobre liderança, consultoria em autogestão, estratégia de produto, research e cultura organizacional. esse caminho me deu uma visão prática das fricções que atrapalham interações em grupo.
apoiei profissionais em diferentes níveis de escopo de atuação profissional — de ceos e diretores a times de produto e pessoas — a navegar complexidade em produto e tecnologia. em vez de implementar modelos prontos, facilitava experimentos para tornar estratégias mais robustas à realidade.
experiência em facilitação e dinâmica de grupos, especialmente usando liberating structures e práticas próprias adaptadas. experiência em entrevistas, pesquisa e investigação para descoberta e mapeamento de padrões. experiência em mentoria individual e em grupo.
criei o impulso-r10, método que desenvolvi para sustentar hábitos alinhados a valores pessoais, já aplicado em grupos para mudança de estilo de vida. também escrevi o e-book jobs to be done, método de mapeamento de intenções e necessidades das pessoas, voltado para negócios.
antes de iniciar estudos sobre terapia narrativa em 2025, estudava terapia da aceitação e compromisso e entrevista motivacional, tentando aplicar princípios e conceitos em dinâmicas de empresa e atendimentos de mentoria.
formato das sessões
ao nos conhecermos teremos 10 minutos por vídeo. após isso, por padrão, as sessões serão feitas apenas por áudio — e, quando necessário, tela compartilhada para exercícios conjuntos.
isso é intencional. a câmera ligada cria ruído que atrapalha a escuta: olhar fixo e antinatural, autoavaliação constante diante do próprio reflexo, esforço cognitivo para compensar falhas de conexão. sem vídeo, o corpo pode se mover. a atenção vai para a história, não para a performance. ler mais sobre isso →
a tela compartilhada entra como ferramenta de co-criação. mapas, diagramas, documentos visuais que materializam problemas externalizados e histórias em construção. o foco sai do julgamento da aparência e vai para a construção de significado.
quando a sessão for apenas por áudio, sem exercícios em tela compartilhada, você terá total liberdade para estar em qualquer lugar — até mesmo caminhando em um parque, se preferir.
atendimento
preencha o formulário abaixo — tanto para o atendimento terapêutico quanto para consultoria em grupos.
indivíduos — atendimento terapêutico
atendimento terapêutico com práticas narrativas para reautoria de vida. sem custo e experimental — minha formação em terapia narrativa está em andamento. as sessões terão o áudio gravado para supervisão. pode ser combinado um pseudônimo para sigilo.
100% remoto.
grupos — consultoria
facilitação de processo narrativo coletivo, influenciando a identidade, ações e cultura do grupo.
como a terapia narrativa se diferencia
a terapia narrativa se fundamenta em uma premissa que reorienta a conversa terapêutica: a pessoa não é o problema, o problema é o problema.
externalização em vez de patologização
terapias tradicionais localizam o problema dentro da pessoa, usando rótulos de diagnóstico. a terapia narrativa externaliza o problema, separando-o da identidade.
conhecimento local em vez de teorias universais
em vez de interpretar a vida através de teorias universais, a terapia narrativa valoriza as histórias, metáforas e significados únicos que a pessoa cria.
colaboração em vez de hierarquia
a abordagem questiona o modelo do terapeuta como especialista que detém a solução. a relação é de colaboração e curiosidade, onde a pessoa é a especialista em sua própria vida.
diversidade em vez de normas
questiona a tirania do 'normal' e das expectativas culturais não solicitadas. valoriza a diversidade de experiências e as respostas únicas às pressões sociais.
identidades múltiplas em vez de um "eu autêntico"
entende a identidade como fluida, múltipla e relacional. não há um 'eu' pré-determinado para descobrir, mas histórias de identidade que podem ser desenvolvidas.
contexto em vez de individualização
em vez de isolar o problema dentro da pessoa, investiga como os problemas são apoiados por discursos culturais, sociais e políticos mais amplos.
meus textos
espaço calionauta — reflexões sobre filosofia prática, hábitos, narrativas, cultura e vida.
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